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Como funciona um motor de uma moto

Na condução de um veículo de duas rodas, uma das melhores sensações que um motociclista pode ter é quando acelera e sente a potência do motor da sua moto. Saiba como funciona um motor de uma moto e conheça as ligações que se estabelecem entre os seus componentes principais.

O funcionamento de uma moto

A moto é um meio de transporte cada vez mais utilizado, pois oferece mais mobilidade. Trata-se de um veículo motorizado que transporta um ou dois passageiros e o seu funcionamento pode ser explicado em quatro passos:

  • Todas as motos têm um motor que converte o movimento alternativo dos pistões num movimento rotativo, à semelhança de um motor de um automóvel;
  • A transmissão do sistema é a responsável pelo envio do movimento alternativo dos pistões para a roda traseira do veículo. Quando a roda traseira começa a girar, dá-se a impulsão da moto para a frente;
  • As duas manetas que se encontram no guiador permitem ao condutor manobrar a embraiagem e o travão dianteiro, ao passo que os dois pedais possibilitam a mudança de marcha e o controlo sobre o travão traseiro;
  • O guiador auxilia a condução de uma moto, pois permite mudar de direção à esquerda ou à direita.

Os componentes principais de um motor de uma moto

O motor é o elemento central e mais importante para o funcionamento de uma moto. Dos componentes principais que constituem um motor de uma moto, destacam-se os elementos seguintes:

  • Válvula de admissão, balancim e mola;
  • Tampa de válvulas;
  • Duto de admissão;
  • Cabeçote;
  • Bloco de motor;
  • Cárter;
  • Óleo e água;
  • Comando de válvulas;
  • Válvulas de escape, balancim e mola
  • Vela de ignição,
  • Duto de escape;
  • Biela e mancal de biela;
  • Virabrequim.

O seu funcionamento prático

Independentemente do tipo de moto que tenha, o funcionamento prático do motor está relacionado com a forma como todos os componentes interagem entre si e essa interação está dividida em quatro etapas distintas:

  • Os pistões movem-se de cima para baixo no bloco de cilindros e são acionados por explosões de uma mistura ar-combustível que é inflamada por uma faísca;
  • As válvulas abrem e fecham de modo a permitir a entrada da mistura ar-combustível na câmara de combustão;
  • À medida que os pistões sobem e descem, giram automaticamente sobre o virabrequim que transforma a energia dos pistões num movimento rotativo;
  • A força rotativa do virabrequim é expedida através da transmissão para a roda traseira da moto, o que faz com que uma moto comece a circular.

A classificação dos motores

Um motor de uma moto é classificado de acordo com as suas características principais. Nesse sentido, avalia-se o número de cilindros que uma determinada moto possui e qual a sua capacidade volumétrica (cilindrada) ou o seu ciclo de funcionamento.

Os cilindros de um motor

Os motores de uma moto podem variar entre um e seis cilindros. Durante anos, o projeto V-Twin foi o motor escolhido pelos fabricantes de motos nos Estados Unidos da América (EUA), Europa e Japão. O seu nome deve-se ao facto dos dois cilindros que compõem este motor formarem uma espécie de V, como por exemplo o motor da clássica Harley Davidson.

O V-Twin é apenas uma maneira de acomodar dois cilindros num mesmo motor. Quando os cilindros são construídos para que os pistões se oponham entre si, o resultado é um oposto bicilíndrico horizontal.

Atualmente, o projeto mais popular é o de quatro cilindros que oferecem um funcionamento mais suave e um número de rotações por minuto (rpm) mais elevadas. Os motores de quatro cilindros podem ser colocados em linha ou dispostos numa configuração em V, com dois cilindros em cada lado.

A capacidade de um motor

O volume deslocado pelo pistão do cilindro num motor de moto está diretamente relacionado com a sua capacidade, isto é, com a sua potência. Atualmente, o limite superior de um motor é cerca de 1.500 cm3 e o limite inferior é cerca de 50 cm3.